sábado, 3 de setembro de 2016
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Os tipos de solos de Guarujá.
Na Ilha de
Santo Amaro, onde está assentada a cidade de Guarujá encontram-se cinco tipos
de Solo: Regolito, Coluvial, Aluvial, Lodo e Arenoso.
Regolito: Rocha que sofreu
decomposição, comum devido às intempéries tropicais, gerando sedimentos que
repousam sobre a mesma (solo cru). Este solo “recém-formado” é desprovido de
uso agrícola, ou seja, não foi utilizado ainda para este fim. Encontra-se
predominantemente sobre os Morros e Serras.
Coluvial e Aluvial: Solo formado por sedimentos transportados das encostas de
morros e serras (solo coluvial), ou depositado no passado pelos rios (solo
aluvial). São encontrados terrenos aluviais nos vales dos rios Crumaú e Santo
Amaro, bem como depósitos coluviais em todo o sopé das Serras de Santo Amaro e
Guararú, além do Maciço do Morro dos Limões.
Lodoso: Conhecido também como vasa ou
lama. Corresponde a depósito de sedimentos muito finos, acarretando solo
instável, pouco compactado. Encontra-se em planícies inundáveis, entre o nível
do mar e a “terra firme”, por isso, é sujeito a inundações durante as marés
cheias, agregando alto teor salino ao solo. Devido ao grande acúmulo de matéria
orgânica, possui coloração escura e por vezes emana odor fétido, proveniente do
gás sulfídrico gerado no processo de decomposição orgânica (restos de plantas e
animais – crustáceos e outros)
Arenoso: Solo de origem marinha,
depositado durante as últimas quatro invasões oceânicas (transgressões marinhas
ocorridas no último milhão de anos – Período Quaternário), mais precisamente
durante o Pleistoceno. Trata-se basicamente de solo arenoso igual ao que
encontramos na faixa de areia da praia.
Fonte: Ferreira, Cesar C. Atlas Escolar Histórico e Geográfico. 2007
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O desafio de conhecer a cidade de Guarujá.
Desde 2003, quando comecei a dar
aulas de Geografia em Guarujá, percebi um enorme desconhecimento dos alunos
sobre a cidade. Tive a oportunidade de conhecer várias regiões de Guarujá
durante a minha infância, graças ao meu pai, experiente navegador, “descobrindo”
praias como Cheira-Limão, Sangava, Saco do Major, São Pedro, Iporanga e
Camburi, ou passeando e comprando no comércio da Avenida Thiago Ferreira, ou mesmo
acompanhando minha mãe, nas escolas nos mais diversos bairros. E nessas
andanças, conhecia pessoas, ouvia histórias e “causos” que registrei na
memória, e hoje, são extremamente úteis no estudo e compreensão da Geografia de
Guarujá.
Assim, na tentativa de explicar
um determinado fenômeno do campo da Geografia, buscava usar exemplos presentes
em Guarujá, ou seja, contextualizando os conteúdos à realidade dos alunos. Ledo
engano! Por diversas vezes, ao fazer uma referência sobre Guarujá, a expressão
de interrogação era maior do que a da explicação original. Não havia, e há
conhecimento sobre fatos e personalidades que ajudaram a fazer de Guarujá o que
é atualmente. Nossa história é difícil de conhecer, seja por referências
obscuras nos livros, seja pelo absoluto desinteresse observado por parte de
maioria da população.
Poucas pessoas, abnegadas,
tentaram buscar essas referências, como Oswaldo Cáfaro, que preservou um acervo
fotográfico incrível sobre nossa cidade, ou a Baronesa Esther Sant’ana de
Almeida Karwinsky, apesar do seu elitismo, contribuiu sobremaneira com a
preservação, mesmo que documental, do folclore caiçara, ou ainda das
Professoras Angela Omati Aguiar Vaz e Mônica de Barros Damasceno, bastiões da
preservação da história de Guarujá.
Restou então elaborar algum material
sobre Guarujá, com uma intensa pesquisa sobre fatos, pessoas e fenômenos que,
presentes na cidade, influenciaram e ainda influenciam a vida das pessoas, na
tentativa de que meus alunos passassem a conhecer melhor a nossa cidade e
assim, se apropriassem plenamente de Guarujá, orgulhosos das coisas boas que
existem por aqui, e conscientes das mazelas da ilha.
Fiquei motivado à compartilhar
esse experiência quando a Secretaria de Educação de Guarujá anunciou a
realização do Prêmio Educador Destaque, estimulando os Professores da Rede
Municipal à relatar seus trabalhos desenvolvidos em sala de aula. Esse estudo
sobre Guarujá foi um das 50 experiências selecionadas para fazer parte de um livro,
com o objetivo de divulgar trabalhos exitosos. Desde a divulgação do Prêmio,
fui procurado pois, mais de 40 professores, interessados em conhecer e
multiplicar essa apresentação. Dessa forma, fica o registro sobre a demanda
existente em na cidade de livros sobre a história, de atlas escolares de
Guarujá.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Emancipar ou não
![]() |
| Emancipar ou integrar? |
Recentemente, um assunto que
estava adormecido, voltou a ser discutido em Guarujá, estimulado pela votação
no Congresso Nacional de uma Lei que possibilita a criação de mais de 400 novos
municípios no Brasil: a emancipação de Vicente de Carvalho.
Alguns são absolutamente
indiferentes, outros descrentes sobre o êxito do movimento. Mas existem aqueles
que não se manifestam, que não escrevem artigos em jornais, ou participam de
programas na televisão ou no rádio, que não postam comentários e opiniões no
facebook – chamados de multidão silenciosa – que claramente não estão
satisfeitos com os rumos da administração do município de Guarujá, não apenas
do atual governo, mas de uma forma de administrar que parece se repetir há,
pelo menos, 40 anos.
Sentem uma falta sistemática de
planejamento nos empreendimentos realizados em todo o município de Guarujá.
Vários exemplos podem ser lembrados: Quando houve a autorização para a
construção de um terminal de contêineres na margem esquerda do Porto, o TECON
foi comemorado, celebrado, foi dito que seria a solução para os problemas de
desemprego em toda a cidade, enfim, seria algo bom para todos. Com tantos
engenheiros e funcionários gabaritados na Prefeitura, ou tantos vereadores,
zelosos pela cidade, ou mesmo com tantos articulistas e jornalistas com senso
crítico apurado, não houve quem lembrasse que não tínhamos trabalhadores
qualificados para várias funções operacionais nesse tipo de terminal, ninguém
questionou como os contêineres chegariam até o terminal. Se de caminhão, por
quais vias passariam, se seria necessário construir um acesso à esse terminal,
ou ainda, onde esses caminhões ficariam estacionados. Os moradores do Jardim
Boa Esperança, Vila Áurea, Pae-Cará, Monteiro da Cruz, Jardim Maravilha, Parque
Estuário e Jardim Conceiçãozinha sabem dos transtornos dessa omissão. Por conta
própria, colocaram obstáculos nas ruas, para impedir que esses caminhões
trafegassem pelos bairros. Em relação aos empregos, verifica-se que existem
guarujaenses trabalhando nos terminais, mas sempre em funções subalternas,
braçais, nunca em cargos de mando, de gerência, de chefia, que são ocupadas por
pessoas de fora, com qualificação técnica. Temos ainda exemplos da instalação
de supermercados atacadistas na cidade, que causaram impacto no trânsito, sem
que fosse exigido um estudo e obras que diminuíssem essa interferência no fluxo
de veículos na cidade.
Mas, sem dúvida, quem mais sofre
com essa situação de improvisos, de remendos, de inconsequência é a população
de Vicente de Carvalho. Embora existam mais ruas sem asfalto em Guarujá,
Vicente de Carvalho possui equipamentos públicos de menor dimensão, seja na
abrangência, seja no poder de decisão. Embora a cidade possua atualmente três
vocações bem claras – Turismo, Comércio e Porto – nenhuma delas é plenamente
estimulada por políticas públicas de formação profissional, de atração de eventos,
visitantes, recursos e cargas, de sustentabilidade ambiental. No máximo, vemos
ações pontuais e desarticuladas, até porque quem está em Guarujá acredita que
ter pouco a ver com Vicente de Carvalho, uma vez que o Turismo é o carro-chefe
e o Comércio, acreditam ser “diferenciado” ou, de elite. A visão em Vicente de Carvalho é semelhante,
o Porto e as atividades relacionadas são o foco, e o Comércio é classificado
como popular.
Também existe uma “alma”
guarujaense diferente da “alma” itapemense. No Guarujá, há uma identificação
com a cultura caiçara, mesmo que um pouco homogeneizada e mais cosmopolita, o
contato com a cultura do mar ainda é importante. No Itapema, o espírito do
local é notadamente nordestino, com seus acentos, odores e cores domesticados,
mas, ainda presentes.
Até quando observados os
problemas sociais, percebe-se diferenças entre Guarujá e Vicente de Carvalho.
Podemos identificar poucas áreas de favelização em Vicente de Carvalho, como a
Prainha, Caixão, Chaparral, Conceiçãozinha as Palafitas, no Morrinhos IV, e a
desigualdade social é bem menor, sem grandes diferenças entre os mais ricos e
os mais pobres. Já em Guarujá, existem muitas áreas favelizadas, como no Rio do
Meio, Santa Cruz dos Navegantes, Areião, Perequê, Vila da Noite, Miozotis, Vila
Baiana, Cochoeira, Cantagalo, Morro do Engenho, Morro do Biu, Caranguejo, Vila
Zilda, Mar e Céu, Vila Rã, Vila Edna, entre outras, e os problemas ambientais
decorrentes são maiores, além do verdadeiro abismo social entre os mais pobres
e os mais ricos. Assim, a dinâmica das políticas públicas para uso e ocupação
de solos, ações de enfrentamento à vulnerabilidade social, prevenção de
catástrofes junto a Defesa Civil, são muito diferentes, quando observamos
Guarujá e Vicente de Carvalho separadamente.
Parece lógico que com tantas
diferenças exista, latente, um sentimento de secessão. Afinal, a civilização
judaico-cristão ocidental se caracteriza modernamente pela especialização, pelo
aprofundamento dos conhecimentos, fazendo sentido que dois lugares com tantas
diferenças, apesar da proximidade, queriam definir seu futuro, especializando a
administração nas suas questões específicas, sem perder tempo, recursos e
dinheiro em assuntos que não lhe interessam.
Mesmo com todos esses argumentos
favoráveis à separação de Vicente de Carvalho de Guarujá, que para muitos são
suficientes para embasar a proposta, precisamos refletir sobre dois aspectos
importantes: Quanto isso custará e a quem interessa essa emancipação.
O custo da emancipação não deve
ser contabilizado apenas nos valores gastos em relação à um plebiscito ou mesmo
da instalação de uma Prefeitura, com Secretarias e concurso para os
funcionários públicos necessários ao bom atendimento dos cidadãos e de uma
Câmara de Vereadores. Alguém já calculou se o recolhimento de IPTU, ISSQN e
IPVA em Vicente de Carvalho é suficiente para o custeio de toda a
infraestrutura e máquina administrativa necessária? Não nos esqueçamos que o
IPTU pago em Guarujá não é gasto lá, pois 70% dos imóveis são ocupados por
apenas dois meses. Os outros meses do ano, aquele IPTU arrecadado é utilizado
em toda a cidade, em especial nos lugares de maior concentração de pessoas de
renda mais baixa, ou seja, em Vicente de Carvalho, uma vez que em muitos
lugares de Guarujá, a Lei não permite o uso desses recursos, uma vez que estão
em áreas irregulares.
Numa primeira análise, a
emancipação atenderia os anseios das pessoas de Vicente de Carvalho, mas, em
especial, da classe política, pois num espaço onde atualmente são eleitos um
prefeito e 17 vereadores, teremos dois prefeitos e, pelo menos, 28 vereadores,
além de todos os secretários em duplicata. Num mundo cada vez mais globalizado,
e estando inserida numa região metropolitana, a tendência parece ser de união e
não de separação entre as comunidades, uma vez que há grandes oportunidades de
desenvolvimento à partir da diversidade, como encontramos atualmente no
município de Guarujá, mas as pessoas da cidade, especialmente as moradoras de
Vicente de Carvalho parecem cansadas de aparecer como coadjuvantes, querem, com
razão, o protagonismo de seus destinos.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Geração ECA
-
“As ações criminosas estão cada vez mais violentas e cruéis” – comentou um
professor à um grupo colegas na sala dos professores, face a mais um crime
hediondo que foi noticiado. Um desses colegas continuou: - “Isso é pouco, as
elites abusaram e exploraram os pobres até que eles reagissem assim.” Alguns
ignoraram, alienados por uma jornada absurdamente extenuante, uns poucos,
particularmente, ficaram bastante desapontados com aquele colega professor, que
certamente reproduz essa opinião aos seus alunos, dando uma justificativa ao
injustificável. Arrastar uma criança no asfalto porque ela ficou presa no cinto
de segurança após um assalto por mais de três quilômetros, atear fogo à
dentistas porque eles não tinham dinheiro ou atirar em quem não reage à um
assalto não é exatamente uma ruptura do status
quo das classes sociais, é barbárie.
Se
antes, essa postura de vitimizar o bandido era um discurso de alguns
ultra-esquerdistas nos meandros das Academias, que buscavam sempre o lugar comum
da exploração do proletariado pela burguesia, às raízes escravistas e
latifundiárias do nosso período colonial, hoje é um discurso oficial, uma política
pública, uma prática do Estado.
O
assistencialismo tornou-se regra, gerando dependência e acomodação. Não existem
contrapartidas, cobrança por deveres, apenas direitos. O “nóis tem direito” virou um mantra da plebe ignara, intercalado com alguns “o governo tem que dá”. Ora, quem recebe, sem ter feito por merecer,
não dá valor à isso. O mérito tornou algo dispensável, e você nem precisa ser
um “companheiro”, basta fazer parte do bloco da situação, que você será “aproveitado”
para algum cargo, alguma função. Basta olhar os currículos dos vários ministros
e secretários nacionais: poucos têm perfil técnico, ou mesmo formação mínima
para o bom exercício em suas pastas.
Mas
esse abismo entre exigir seus direitos e querer cumprir seus deveres não surgiu
da noite para o dia, foi o resultado de uma erosão, lenta, gradual e contínua
nas exigências e regras que estavam estabelecidas às crianças e jovens. Com o
dedo em riste de alguns psicólogos, que afirmavam que a forma de criação e
educação era a causadora de traumas e neuras, os nossos congressistas aprovaram
uma Lei extremamente leniente, e, por vezes, inócua, com os maus-feitos, com os
abusos e com os possíveis crimes feitos por esses jovens. Aliás, criança ou
jovem não comete crimes, comete “Atos Infracionais”. Então, uma pessoa que
morreu alvejada por um jovem menor de 18 anos, não é assassinada, é
“ato-infracionalizada seguida de morte”, ou então uma mulher, que é espancada e
forçada a fazer sexo com um menor de 18 anos, não é estuprada, é
ato-infracionalizada sexualmente.
Esse
imenso destemor, essa absoluta certeza na impunidade preenchem esse abismo
entre os direitos e as obrigações, que fica cada vez maior, erodido pelos
efeitos e práticas do Estatuto da Criança e do Adolescente. Esses jovens
menores de 18 anos que estão praticando esses crimes bárbaros, ou, como está no
ECA, esses atos infracionais bárbaros, são frutos dessa Lei.
E se
essas crianças e jovens não são cobrados de seus deveres e nem sofrem
consequências por seus erros, como deverá funcionar o local que deve
prepara-los para a vida adulta, para a prática da cidadania? As escolas estão
isoladas, abandonadas pelo poder público, que gasta mal os recursos destinados
à educação, pelos pais, que, cada vez mais se isentam de responsabilidades, e
pela sociedade, anestesiada por Bolsas e Auxílios que os reduzem à parasitas do
Erário, à massa de manobra, daqueles mesmos que redigiram e aprovaram o
Estatuto da Criança e do Adolescente.
Em
fevereiro de 2014 teremos, em Brasília, a realização da II Conferência Nacional
de Educação. Entre maio e junho deste ano, realizaram-se Conferências Livres e
Conferências Regionais preparatórias às Conferências Estaduais. O Ministério da
Educação elaborou um documento-referência com sete eixos temáticos, como forma
de subsidiar as discussões e propostas elaboradas nessas fases preliminares à
II CONAE. Em nenhum momento, em nenhum dos sete eixos temáticos de discussão, o
documento-referência para a Conferência Nacional de Educação, estimula,
recomenda, sugere, institui ou mesmo cita sobre o protagonismo juvenil,
estímulo à autonomia ou ao empreendedorismo. Bastante emblemático, e reforçou o
entendimento sobre a intenção de manutenção dessa massa dependente de bolsas e
auxílios, acomodada e altamente manipulável.
Por
enquanto, a classe média vem suportando os ataques provenientes de várias
frentes: acharcada por impostos e taxas que sustentam as bolsas e auxílios usados
como entorpecentes às massas; vítima preferencial de crimes violentos,
praticados por uma massa de jovens com sérias deformidades de caráter, criados
sob a proteção do ECA e; acusada pelos ultra-esquerdistas, agora infiltrados em
todos os níveis de Governo, de promover a luta de classes, por não querer
entrar na onda assistencialista, por preferir estudar, trabalhar e conquistar
uma vida melhor por seus méritos, sem as benesses ou favores do Estado.
Há,
no limite, um acordo tácito entre a massa e os atuais mandatários. O povão fica
satisfeito com as migalhas, pois tem a impressão que “estão ganhando na moleza”
um “dinheirinho” e assim, votam nesses governantes, tolerando suas práticas
corruptas, os superfaturamentos e desvios de verbas, pois, no fundo, se fossem
com eles, também se locupletariam. No pensamento simplório dessa massa, são perceptíveis
grandes falhas morais e éticas. Parece ser um círculo vicioso, bastante difícil
de quebrar.
Portanto,
não tenhamos ilusões com a projeção do nosso país, como “Emergente”. Isso se dá
não pelo desenvolvimento ou melhoria nos fundamentos de nossa economia, e sim
pela decadência ou desgaste observados nas economias dos outros países. Não
temos planejamento, investimentos estruturais, debates e discussões com o rigor
necessário, se temos boas iniciativas, falta-nos a “acabativa”, o Congresso
Nacional, as Assembleias e as Câmaras são subservientes aos chefes dos
executivos, pois querem que suas emendas e projetos tenham recursos liberados e
que seus apadrinhados sejam nomeados à algum cargo, enfim, não somos um país
sério. Continuaremos, pelo menos, nos próximos 50 anos, como um país reprodutor
de tecnologia, corrupto, violento e sem políticas efetivas de combate à pobreza,
se não houver profundas mudanças, não apenas nas nossas leis, mas,
principalmente, na nossa postura como cidadãos, que sabem fiscalizar e cobrar
e, sempre quando necessário, mudar os governantes inaptos.
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